29 novembro, 2012


Palavra de hoje: VAZIO

Ontem à noite, a noite tava fria... Tudo queimava, mas nada aquecia... ♫

27 novembro, 2012

Foi a primeira grande perda da minha vida.
Talvez por isso seja tão difícil de assimilar.
Geralmente eu caminhava e deixava tudo pra trás, e sempre podia voltar, se quisesse.
Dessa vez foi diferente.
Você tomou um rumo diferente, saiu da minha estrada, me excluiu dos seus sonhos.

Percebi que haviam pequenas coisas perfeitas no meio dessa imperfeição toda que somos eu e você.
Percebi todas essas coisinhas tão naturalmente bonitas e cômodas que me mantêm aqui. Esse equilíbrio de soluções impróprias para problemas improváveis e ligações tão doces para um amor tão abatido.
As vezes é assim, no meio de tanto bombardeio eu vejo uma delicada flor que nasceu ali, no meio das crateras, e sinto vontade de regá-la; mas acabo sempre a matando de tanta água.
Então eu paro e observo. Assim, bem de vez em quando. Depois ela morre. E nasce de novo; mas sempre morre. E é estranho explicar como algo tão imperfeito como uma flor solitária que murcha frequentemente pode parecer tão bonito assim.
Eu percebi que aquela sua mania de pegar meu suco preferido antes mesmo que eu o peça me encanta. Percebi que a simplicidade de quando nos sentimos confortáveis um com o outro me enche de esperança.
E entendi que no meio de um jardim florido eu não poderia reparar tão bem a beleza frágil de uma única flor.

23 novembro, 2012

'E eu deveria parar de buscar sinais em tudo que vejo e ouço. Eu tenho me esforçado em ganhar a atenção dele, e uma esmola dessa atenção me faz perder o sono. Será que eu não enxergo que ele apenas se rendeu à minha inconveniência?
Tenho que parar de achar que uma mensagem qualquer traduza algum tipo de sentimento. É tão mecânico.
Mas é inevitável. Meu coração fica aos pulos, e a esperança reacende dentro de mim... Eu REALMENTE deveria parar de ser tão tola. Mas o amor é mesmo o mais tolo de todos os sentimentos.

(...)Não existe remédio. A insegurança é eterna. Quem tem certeza não ama mais(...)



(Carpinejar)

31 outubro, 2012

"[...] Mas nada tipo esses casais padrão de comédia romântica, a gente quase se mata e depois cuida um do outro, briga e se enche de carinho. Juntos, sempre juntos. [...] Não estraga nossa história. Continua aqui, comigo, pra gente brigar e fazer as pazes, pra só restar mais e mais carinho no fim de tudo, como sempre. Não sai do nosso roteiro, não muda de filme."


(Marcella Fernanda)

29 outubro, 2012


"(...)Deixei, talvez, porque você me faltou demais e pra preencher teus espaços precisei de mais que textos, músicas e saudade. Se alguém chegou, foi porque você deu espaço. Eu não soube distribuir as vírgulas, porque sou assim, saio atropelando tudo, sem pausa, errei. Ainda tenho moral porque não fiz nada por aventura, fiz por desamor. E quando se trata disso, pra todo erro há uma absolvição. Não sei você, mas eu me perdoei. E me basta, porque de alguma forma absurda e irônica, fui a maior lesada dessa história toda. Mas me perdoei.”

(Marcella Fernanda)

27 outubro, 2012

Eu olhei pra foto e enxerguei toda a cena.
Você se deitando no banco e tapando o rosto pelo sol -e também por não querer ser fotografado-. Você se levantando e me dando um abraço, tirando uma foto do meu lado. Tanta gente em volta, e todo mundo sorria; eu também sorria, verdadeiramente. Você por perto, me levando pra casa, me dando um beijo no rosto e dizendo que me amava. Você e eu, a gente, eu me lembro claramente.
Eu olhei pr'aquela foto ali, do lado da dela. A foto que eu tirei, e ela nem sabe. A foto que conta histórias, que traz lembranças, que marca uma época; e estava ali, na vida dela. E o "a gente" agora não existe mais, esse "a gente" agora é você e ela.
Doeu. Mexeu na ferida que estava começando a estancar.
Eu continuei olhando pra foto pra ver se o tempo voltava, e as cenas continuaram passando na minha cabeça.
Aquela lembrança é minha, só minha, ela não tinha o direito de me roubar ela também.

24 outubro, 2012

Eita, mas olha só que teimosia. É muita vontade de me ferrar. E é isso mesmo que você quer, né coração? Me ferrar. Acelerando assim, teimoso, quando ele aparece. Me deixando toda assim, trêmula, quando ele chega perto. Você surtou ou quer me ver surtar, só pode.
Essa história tem que parar. Essa luta por atenção, essa procura muda, com os olhos, a cada vez que saio na rua. Não pode, não pode; entende! Não pode ligar pra ele, não pode viciar na voz. Não pode sonhar, não pode querer, não pode ficar pensando o dia todo no sorriso bobo que ele deu.
Você não vê o tamanho da tragédia que está causando? Eu não sei competir com você, coração, você manda ligar, eu ligo, você manda imaginar, eu deito e fico criando cenas de nós dois na minha cabeça até adormecer. Eu PRECISO parar. Quebrar o celular, esquecer o número, passar longe quando enxergar o vulto dele. Isso tem que ter um fim.