Noite vai, e então o que sobrou?


O passado volta pra me assombrar. Como se eu tivesse esquecido que ele voltaria, levo um susto. Por um momento até achei que não pagaria pelos meus erros, me senti inatingível, vencedora. Mas agora tudo que sinto é medo.
Me sinto um pouco zonza e não sei que atitude tomar. Alguma coisa muito errada e não sei o que pensar. Eu cometi erros, vários deles, e estão batendo um a um na minha porta. 


Lento como o tempo que não quer passar,
dorme pelos cantos e me faz pensar;
Certo como um corte que não quer doer
Olho pro espelho sem me conhecer...
(...)
Alguma coisa errada, como um par são três,
uma vida inteira de primeira vez.
Palavra por palavra que não quer dizer,
arde tanto a ponto de enlouquecer!
Vou fingir que nunca te vi.
Vou viver sem ter pr'onde ir.
Até cansar de respirar você.
(♫
"O preço que se paga às vezes é alto demais,
É alta madrugada, já é tarde demais
pra pedir perdão... Pra fingir que não foi mal.
Uma luz se apaga no prédio em frente ao meu,
"sempre em frente" foi o conselho que ele me deu
Sem me avisar que iria ficar pra trás (...)
Mais uma luz se apaga no prédio em frente ao meu, 
é a última janela iluminada... Nada de anormal,
Amanhã ela vai voltar (...)
Pensei que era liberdade, mas na verdade era só solidão!"

(Engenheiros do Havaí)

Esperei o dia todo por aquela ligação... A única que poderia deixar o dia realmente completo. A única que poderia deixar o dia feliz. Mas os minutos foram passando, se transformando em horas, e nada. A maldita mania de conferir o celular a cada cinco minutos me torturou por todas as malditas 24 horas. Ele continuava sem nenhum aviso. Sem nenhuma mensagem. Sem nenhum sinal seu. Era pra ser uma data especial e foi apenas mais um dia como todos os outros. E mesmo no dia seguinte, eu continuo esperando uma desculpa, uma palavra, ou ao menos um oi qualquer. 

Mais um aniversário vazio, mais uma data pra não comemorar.

Uma sensação ruim e tantos pensamentos tristes. Uma vontade,  bem lá no fundo, de ter o que, como e com quem comemorar. Mas nada disso é pra mim. Foi só mais um ano de infelicidade, e a minha sina é a solidão, e eu já devia ter me acostumado.

Não se pode confiar nos olhos quando a imaginação está fora de foco.

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