"[...] Mas nada tipo esses casais padrão de comédia romântica, a gente quase se mata e depois cuida um do outro, briga e se enche de carinho. Juntos, sempre juntos. [...] Não estraga nossa história. Continua aqui, comigo, pra gente brigar e fazer as pazes, pra só restar mais e mais carinho no fim de tudo, como sempre. Não sai do nosso roteiro, não muda de filme."


(Marcella Fernanda)

"(...)Deixei, talvez, porque você me faltou demais e pra preencher teus espaços precisei de mais que textos, músicas e saudade. Se alguém chegou, foi porque você deu espaço. Eu não soube distribuir as vírgulas, porque sou assim, saio atropelando tudo, sem pausa, errei. Ainda tenho moral porque não fiz nada por aventura, fiz por desamor. E quando se trata disso, pra todo erro há uma absolvição. Não sei você, mas eu me perdoei. E me basta, porque de alguma forma absurda e irônica, fui a maior lesada dessa história toda. Mas me perdoei.

(Marcella Fernanda)
Eu olhei pra foto e enxerguei toda a cena.
Você se deitando no banco e tapando o rosto pelo sol -e também por não querer ser fotografado-. Você se levantando e me dando um abraço, tirando uma foto do meu lado. Tanta gente em volta, e todo mundo sorria; eu também sorria, verdadeiramente. Você por perto, me levando pra casa, me dando um beijo no rosto e dizendo que me amava. Você e eu, a gente, eu me lembro claramente.
Eu olhei pr'aquela foto ali, do lado da dela. A foto que eu tirei, e ela nem sabe. A foto que conta histórias, que traz lembranças, que marca uma época; e estava ali, na vida dela. E o "a gente" agora não existe mais, esse "a gente" agora é você e ela.
Doeu. Mexeu na ferida que estava começando a estancar.
Eu continuei olhando pra foto pra ver se o tempo voltava, e as cenas continuaram passando na minha cabeça.
Aquela lembrança é minha, só minha, ela não tinha o direito de me roubar ela também.

Eita, mas olha só que teimosia. É muita vontade de me ferrar. E é isso mesmo que você quer, né coração? Me ferrar. Acelerando assim, teimoso, quando ele aparece. Me deixando toda assim, trêmula, quando ele chega perto. Você surtou ou quer me ver surtar, só pode.
Essa história tem que parar. Essa luta por atenção, essa procura muda, com os olhos, a cada vez que saio na rua. Não pode, não pode; entende! Não pode ligar pra ele, não pode viciar na voz. Não pode sonhar, não pode querer, não pode ficar pensando o dia todo no sorriso bobo que ele deu.
Você não vê o tamanho da tragédia que está causando? Eu não sei competir com você, coração, você manda ligar, eu ligo, você manda imaginar, eu deito e fico criando cenas de nós dois na minha cabeça até adormecer. Eu PRECISO parar. Quebrar o celular, esquecer o número, passar longe quando enxergar o vulto dele. Isso tem que ter um fim.


'Um gole profundo, seguido de uma forte ardência. Mais uma casa no tabuleiro, mais um copo na mesa. Ora, ora, quanto riso falso e quantas palavras superficiais. Distrai por um minuto, mas não apaga a dor do coração.


Eu estou com frio. Não que a temperatura do ambiente esteja realmente baixa, é que dentro de mim alguma coisa parece ter congelado... A única coisa quente são as lágrimas, que queimam meu rosto e escorrem pelo queixo incessantemente. Eu não estou legal. Não quero mais tentar fingir que está tudo bem se por dentro tudo está despedaçado.
As paredes estão rabiscadas com frases desconexas, a casa toda está uma bagunça, a cama está desfeita, tenho comido pouco e saído menos ainda. Frequentemente tenho faltado às aulas e esquecido compromissos. As portas estão trancadas, e não tenho vontade de fazer nada.
Vez em quando eu fingia um sorriso, fingia simpatia no final de semana, mas por dentro, tudo igual. Agora não sinto mais vontade de encarar as pessoas e tentar me manter de pé.
Meu estômago dói, a cabeça dói, e o coração também. Me sinto um pouco tonta, talvez seja culpa dos remédios para dormir que tomei aleatoriamente ontem, tentando me manter sedada ao menos por um tempo. Talvez eu esteja doente. Não importa.
Meus sentimentos se enrolam como serpentes famintas, famintas de mim, com sede do meu sossego.
O barulho da televisão ecoa pela sala, na tentativa de amenizar o silêncio que me agride. 
Eu preciso desabafar, preciso escrever, preciso gritar... Não suporto mais sufocar essa loucura dentro de mim.


'Se você quer a mulher dos sonhos... Durma! Porque eu sou real, de carne e osso, qualidades e defeitos. E se quiser estar ao meu lado tem que me aceitar e me respeitar.

'Eu simplesmente cansei de me importar com pessoas que não se importam comigo. Cansei de tentar amenizar as dores alheias quando ninguém sequer olha para as minhas.
Quando estive na pior, quando surtei, fiquei mal, adoeci, quem foi que bateu em minha porta e disse “oi, vim te ver”? A solidão. Quem dizia que se preocupava comigo sumiu quando eu deixei de sorrir. Nem uma ligação, nem uma desculpa mal contada.
Quando eu chorei ninguém me abraçou.
Quando eu terminei com meu namorado, não apareceu ninguém, olha só, N.I.N.G.U.É.M., pra me perguntar se eu precisava de alguma coisa, se estava bem, se queria companhia, se precisava conversar.
E tanta gente aí se dizendo minha “amiga” e tal... Quando ficou tudo bem aí apareceu gente até do quinto dos infernos pra me criticar.
Eu cansei, tá legal?
Cansei de me fazer de forte pra dar força pra quem eu amo, e ser deixada de lado quando a dor me consome.
Que se dane toda essa hipocrisia e essas máscaras mal pintadas.

Não se pode confiar nos olhos quando a imaginação está fora de foco.

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