Por semanas a fio eu me sentava naquela rodoviária e ficava olhando para o nada... O silêncio me agredia e eu me sentia estranha. Por dias e dias eu ainda escolhia o banco vazio, como se precisasse de um espaço a mais. Eu sentia sua falta. Domingos intermináveis assistindo o programa da Eliana sem você dormindo no sofá ao lado. Eu fugia sempre, eu fugia de tudo e de todos, eu fugia do nosso fim. As vezes me pegava pensando se eu tinha sido uma boa namorada, pensando se vc ia ter algo bom pra lembrar de mim. Eu sempre fingi que foi fácil, mas não foi. Eu mudei minha vida, mudei meus hábitos e meus amigos, e não recebia mais aquela ligação diária e confortante de boa noite. Ninguém me dizia bom dia cara de gia as sete da manhã. E olha só pra nós, não somos sequer desconhecidos. Somos duas pessoas inalcançáveis. Não existe diálogo, não existe amizade, não existe carinho. De vez em quando ainda sinto aquela pontadinha de saudade da pessoa que você era pra mim. Às vezes ainda estranho a maneira como não nos conhecemos mais.

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Não se pode confiar nos olhos quando a imaginação está fora de foco.

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