21 agosto, 2025


Gostaria de lembrar mais vezes de escrever. Escrever me alivia num nível que nenhuma terapia consegue aliviar. Mas eu me esqueço, e quando começo, é um vício, não quero fazer mais nada, não quero lembrar de nada, só escrever e escrever e desabafar, aliviando tudo dentro de mim.
Eu sempre passo tempos sem lembrar o quanto isso me faz bem, paralisada em frente a um celular, assistindo vídeos acelerados de curta duração, rolando a tela, rolando, rolando, rolando.
Tudo rápido demais.
Escrever me desacelera.
Tenho que ir trabalhar, mas tudo o que eu queria era ficar aqui. Digitando ininterruptadamente sobre qualquer coisa, sentindo o peso das teclas, o barulho extremamente satisfatório do teclado analógico.
Mas tenho que ir, não sei se terei novamente essa disposição quando voltar.
Deixo aqui meus pensamentos soltos, letras de músicas, situações misteriosas jogadas no vento. E meu lamento.
Ninguém com quem eu quisesse compartilhar esses momentos. Há muito tempo tranquei o meu blog, e mesmo antes as pessoas que eu amava nunca se interessavam. "Eu poderia escrever isso em letras garrafais e mesmo assim você não leria". E continua sendo assim. Quem se interessaria em ler lamentos insignificantes de uma ninguém? Mas se eu amasse alguém eu com certeza ia querer saber tudo sobre essa pessoa. Iria sorver cada letra, cada frase, cada sentimento. Eu ia me importar. Ter paciência para todos os textos, por mais gigantes que fossem.
As poucas pessoas que se interessaram em algum momento já ficaram pra trás, lembranças de um passado sombrio que não volta mais.
Traumas.
Será que alguém realmente se interessou ou só alimentava uma curiosidade mórbida?

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