28 setembro, 2016

Não sei explicar o que aconteceu naquele dia, talvez tenha sido um acesso de pena, ou de saudade. Mas você permaneceu. Há meses tem me evitado e nosso contato se tornando cada vez mais escasso. O grau da sua frieza está num nível em que eu ainda não consigo compreender e sua insensibilidade sempre foi um problema complexo pra mim.
Mas naquele dia você não teve pressa e eu me senti novamente em casa. Em uma das suas brincadeiras costumeiras você marcou minha panturrilha (de propósito - ou não -). A marca arroxeada tem exatamente o formato dos seus dentes.
E agora eu simplesmente não sei o que fazer. Prometi a mim mesma que não te procuraria até que a marca sumisse, mas ela parece ser eterna. 

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