Talvez não com tanta frequência quanto acreditasse naquela época, mas eu me lembro, às vezes, das nossas conversas, das nossas risadas, dos seus conselhos, das nossas loucuras. Me dá uma saudade nostálgica de uma amizade que parece ter exis
tido em um outro tempo.
Os anos trouxeram com eles novas pessoas, novos visuais, novos gostos e novas maneiras de enxergar o mundo. Mas não apagaram velhas memórias, velhas cartas, velhas histórias que a gente gostava de contar. Não apagaram os borrões apressados de cartas escritas em códigos, nem as fotos toscas escondidas do mundo.
Talvez tenha sido diferente de tudo o que a gente, ingenuamente, sonhou; talvez tenha sido melhor. A gente passou a sonhar menos e viver mais! A gente cresceu e enfrentou o mundo fora do muro da escola, fora do bairro de casa, fora dos estereótipos que a gente cercava na nossa mente.
Muitas pessoas entraram e saíram em nossas vidas, o coração expandiu os limites e guardou muito sentimento diferente. A cabeça cresceu, cresceu muito, porque passou a caber muito mais lembranças e experiências do que a gente achou que coubesse.
Hoje somos praticamente estranhas uma a outra, mas aqui no fundo existe uma parte de mim te desejando muito sucesso. Uma parte que às vezes ainda sente saudade de ser aquela criança tosca e de aparecer na sua casa no meio da tarde pra rir de qualquer bobagem.
 

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Não se pode confiar nos olhos quando a imaginação está fora de foco.

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