É que doía tanto, e eu não tinha a quem falar. Não tinha a quem pedir socorro. Não tinha nada nem ninguém que me trouxesse alívio pra essa angústia. Eu me refugiava em mim mesma e me sufocava ainda mais; asfixia, taquicardia.
Então por muito tempo eu tentei não esconder, tentei falar abertamente dos meus problemas por achar me sentiria melhor. Mas eu entrei num labirinto muito mais cruel. O labirinto do preconceito, da rejeição(ainda maior). Entrei numa situação incompreendida que me fez pior.
Me resta voltar a me refugiar. A me sufocar a ponto de transbordar, e desabafar aqui. Aqui, onde não existem julgamentos e tudo se torna mais fácil de sair quando se transforma em letras.
De repente eu me sentia um lixo, e quem se importaria ou ouviria tanta melancolia?
Hoje, especialmente, eu me sinto rejeitada, humilhada, uma pessoa inaceitável só por ser como sou. Uma "doente mental", me disseram qualquer dia. Me sinto uma pessoa péssima e sem nenhuma motivação para levantar da cama. Fraca. Ingênua.
E continua não havendo nada nem ninguém que me traga alívio para essa angústia interminável.

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Não se pode confiar nos olhos quando a imaginação está fora de foco.

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