Olha que maluco: eu me sinto a mocinha daqueles filmes adolescentes melosos que costumavam passar na sessão da tarde. E não é pela condição financeira - longe disso, as coisas nunca estiveram tão difíceis financeiramente - nem pelas tramas de amor complicadas que dão sempre certo no final. É pelo conforto. Repito: não pelo conforto material, mas pelo espiritual. Pela consciência limpa, pela rotina simples e deliciosa.
Eu me sinto um misto de adolescente despreocupada e ao mesmo tempo tão mulher.
Eu trabalho o dia todo e volto pra casa com um sorriso no rosto, me jogo no sofá e recebo os lambeijos carinhosos da minha companheira fiel. Visto meu pijama rosa bebê e tomo um chocolate quente enquanto conto vagarosamente os detalhes do meu dia pra quem me quer bem.
Alguma coisa agora floresce diariamente aqui dentro; foi-se o tempo em que o inverno durava o ano todo. Não existem mais mentiras e, acredite, não preciso mais fugir de mim. Nada de álcool pra sorrir forçado, nada de um copo pra ficar afim. 
Eu choro por pouco, faço bico quando dói, eu tento te fazer sorrir, eu canto alto, danço mal. Eu fico horas no telefone, eu sorrio pra uma mensagem atoa, eu peço colo, eu peço abraço. Eu sou pura e simplesmente feliz. Essa adolescência tardia mudou a cor da minha pele, o brilho dos meus olhos, até meu cabelo melhorou.
Então faz assim, engole qualquer amargura, porque quero essa negatividade longe de mim! Eu já tive meus próprios pesadelos e quero o direito de sonhar. A partir de hoje eu só quero o que for somar. Eu me dei o direito de permanecer longe daquilo que me faz mal e entenda como quiser: se quiser chamar de egoísmo, eu não vou brigar, gritar, me chatear. O tempo me ensinou que isso se chama auto estima, e é por isso que eu vou lutar.

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Não se pode confiar nos olhos quando a imaginação está fora de foco.

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