Toda sexta feira eu bebo doses de coragem servidas em copos americanos, me embriago, conto as mesmas histórias e finjo estar feliz. Às duas ou três da manhã eu entro em meu carro e prometo ir pra casa. Mas sempre acabo tocando o interfone da casa dele e, com uma voz culpada, peço "abre o portão". A gente se devora e adormece, com exaustidão. Quando amanhece, eu durmo por mais algumas horas e ele se despede com doçura. Eu volto pra casa e é só isso.
Foi só isso que sobrou de nós.

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Não se pode confiar nos olhos quando a imaginação está fora de foco.

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