Aconteceu tanta coisa em tão pouco tempo, que tive medo de não saber mais quem eu era. Perdi um pouco a direção, mas eu segui em frente, mesmo estilhaçada, mesmo perdida, eu fui andando e o caminho foi me achando, assim, meio na marra.
Aconteceu tanta coisa em tão pouco tempo que hoje fecho os olhos e parece tudo um sonho; ou histórias de uma vida inteira. Mas foi tão repentino que me empurrou pra frente de uma maneira absurda. E agora eu confesso que me sinto bem melhor. 
Todas as angústias de sempre ainda estão aqui, é claro, mas o turbilhão de coisas que tem acontecido me tomou um pouco do tempo e do choro esganiçado, do desespero incontrolável. Me aliviou um pouco e me libertou; sei que não é permanente, mas ao menos hoje posso respirar.
Eu me embaralhei um pouco, mas estou me redescobrindo, remontando todas as peças, e, de alguma maneira, a minha essência, quem eu sou de verdade, continua aqui.
Sei que ainda vou tropeçar várias vezes, mas ao menos continuo caminhando. E eu nunca mais quero parar.

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Não se pode confiar nos olhos quando a imaginação está fora de foco.

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