Eu acordei e me vesti enquanto pensava: real ou ilusão?
Aquele sorriso malandro pairava na minha memória. É divertido conversar com ele e faz com que eu me sinta bem. É engraçado como o tempo passa rápido e, mesmo podendo falar sobre meu problemas, eles parecem não existir.
Enquanto escovava os dentes pensava na cara de malícia, nos olhos de maldade daquele guri. Penteando os cabelos, pensava se era o começo de uma grande amizade ou de um grande encantamento.
Eu me sinto em paz na companhia dele. Eu conto as horas para contar pra ele sobre aquele filme maneiro que eu assisti, ou sobre como me senti bem durante o dia. É uma pecinha de encaixe preenchendo um lugar vago aqui dentro. Dividindo espaço com meus sentimentos, meus pensamentos, minhas tristezas e minhas alegrias, com quem eu sou. Uma peça que não aperta, não soprepõe, apenas se encaixa.
Eu fico aqui pensando se ele estava confortável na poltrona do ônibus, se chegou bem, se está com fome, se o perfume ainda recende. Penso se ele pensa em mim.
Eu ainda não sei o nome disso que me liga a ele. Ainda não sei se é forte, se dura, se vale. Mas eu penso nisso com uma calma e com uma alegria, que talvez não importe ainda o que seja. Importa que me faz bem.
Eu quero me manter assim, e tentar fazer minha cara de séria enquanto meu subconsciente grita: "não morde essa boca, guri, que assim tu me deixa sem graça e me faz perder o restinho de juízo que ainda tenho."

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Não se pode confiar nos olhos quando a imaginação está fora de foco.

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