Quando o amor vier...

Foi um choque perceber que, de repente, eu estava cheia demais de mim pra que alguém pudesse entrar sem bater. Confesso que esperava o de sempre: verter qualquer romance em oxigênio, e mergulhar fundo em qualquer sentimento raso. Esperava a tentativa desesperada de fugir de mim na primeira oportunidade viável. Tive, sim, meus devaneios e transformei encanto em poesia, mas encanto é só uma nuvem bonita que passa no céu: daqui a pouco já mudou de forma, de repente sumiu e só o céu azul. Romances superficiais não podem mais me tomar o que construí de tão concreto em mim. 
Surpreendentemente veio a leveza, a calma, o sorriso; e eu me assustei quando dessa vez eu escolhi partir. Sem peso, sem culpa, sem medo.
Por muitas vezes minha angústia me obrigou a ficar mas agora eu sou dona de mim, e é tão bom poder fazer as próprias escolhas, finalmente.
Você pediu: "Fica.", mas eu havia prometido que nunca mais ficaria pela metade, e não ficarei, tente entender. 
Eu não deixei de sonhar. Sim, um dia eu vou ficar, é claro que vou. Em algum lugar, com alguém que me faça sorrir. Eu vou pular quando o sentimento me der asas. Quando o amor bater em minha porta, sim, eu vou abrir. Mas se for só brisa, aceite, eu apenas vou fechar a janela.  

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Não se pode confiar nos olhos quando a imaginação está fora de foco.

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