Aquele olhar, aquela presença, eu não conseguia assimilar. Era como se eu tivesse tido a chance de te ter de novo sem o peso do nosso passado. Somente quando amanheceu é que me dei conta de que não tinha sido real. Ele tinha sua expressão, mas não era você. Ele me olhava daquele jeito e quase tinha o seu cheiro... No escuro, o contorno da boca me confundia, eu me perdia, me prendia, e os olhos me hipnotizavam e me levavam pra um tempo confuso entre o passado e o presente. Mas não era você. Ele nada tinha a ver com o passado turbulento que vivemos, mas aquela imagem estava carregada de lembranças e eu não podia lidar com isso. Quando amanheceu, eu o deixei ir, junto com esses fantasmas.

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Não se pode confiar nos olhos quando a imaginação está fora de foco.

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