Seguindo

Eu me afastei de pessoas que faziam parte do meu cotidiano e, mesmo sendo julgada por isso, tentei ser o mais egoísta possível por questão de sobrevivência. Eu segui em frente e tudo ficou tão em paz que acreditei que estava pronta pra tudo, inclusive retomar uma vida que há muito tinha deixado pra trás, e carregar nas costas um peso que já não me pertence mais.
Por um segundo eu quase voltei. Quase enlacei meus pensamentos nas âncoras do passado. Quase dei um nó. Estive com um pé na ponta do abismo e, meu Deus, eu quase pulei. Talvez não tenha diretamente a ver com ele, ou talvez ele seja uma ponte, não sei. De qualquer forma chegar tão perto do passado me fez entender o quão acertadas foram minhas escolhas de agora.
Todas aquelas pessoas e todos aqueles lugares fazem parte de um pesadelo que não quero reviver.
O que sinto por ele... Bem, isso não é mais algo que me atrapalhe. Meu sentimento é tão mais bonito agora. Mais puro, mais leve. Eu guardei tudo numa caixinha no fundo do peito, e lembrar dele todos os dias já é uma rotina com a qual aprendi a lidar.
Eu posso amá-lo na minha vida nova e isso me deixa muito mais em paz.
Eu voltei pra minha zona de conforto. Eu tenho meus amigos e minhas histórias. Tenho as pessoas novas que mexem comigo de uma maneira menos intensa. Tenho ele na cabeça também, o tempo todo, mas não quero lutar contra isso. Apenas continuar sem olhar pra trás.

"Há quem diga que quem anda só é melhor do que ao lado de quem não me quer bem. (...) Vou tomar o caminho mais reto, vou seguir direto até onde eu quiser. Vou levar esse amor solitário tranquilo e na boa até onde eu puder. Veja só, eu podia estar ao seu lado... Mas não deu."

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Não se pode confiar nos olhos quando a imaginação está fora de foco.

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