O dia se arrastou lento; Tudo dor, o estômago doendo, o pé queimado, o joelho machucado, o coração sangrando. O mundo caindo sobre a minha cabeça. E eu saí a luz da lua, fui ao mercado, sozinha, caminhando devagar e comprei o dinheiro da semana toda em bobagens. Chocolates, salgadinhos, doces. Eu sentei no chão e comi tudo de uma vez só, tentando enganar a dor que queimava por dentro. Mas não era fome; era mágoa, era angústia, era desespero. E mesmo assim eu tentei, sentada no chão, ao som das músicas mais alegres, comer até anestesiar tudo isso. Mas ainda doía, o pé, o joelho, o estômago, a cabeça, o coração. Ainda dói tudo e eu não sei mais o que fazer. Acabaram-se os doces, e a vida ainda continua amarga.

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Não se pode confiar nos olhos quando a imaginação está fora de foco.

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