Eu vi aquilo de novo nos seus olhos. É, eu não sei como, mas eu vi. Vi aquele brilho, aquele jeitinho de me olhar... Você me olhando com vontade de nunca mais parar.
Eu vi ternura, afeto, vi você estar ali por completo. Depois de tanto tempo te tendo pelas metades, eu vi você ser meu de novo.
Não sei como, mas por uma noite eu te vi ser de novo aquele menino que eu tanto tive saudades e que eu acreditava ter sumido na neblina do tempo. Quando achei que esse menino nem existisse mais, ele me esboçou aquele sorriso largo e me fez um cafuné.
As músicas rodando e você me tocando com um carinho que eu nem achava que ainda podia receber. Tipo um filme. Eu e você.
É, eu vi. Vi você parado por minutos seguidos tocando meu rosto e suspirando. Vi a gente se entendendo e rindo juntos das piadas sem graça que nós mesmos criamos. Vi você me acolher no seu colo e esquecer da hora.
E, nossa, pela primeira vez em tanto tempo, eu voltei pra casa satisfeita, leve. Depois de tantas vezes que vi você ir embora correndo sem nem mesmo olhar nos meus olhos, eu me despedi jogando um beijo e vi você sorrir com o olhar. Eu subi degrau por degrau, devagar. Eu não queria ver aquela magia acabar. Eu não queria ter que sentir outra coisa e ter que dar outro sorriso que não o sorriso bobo e sincero que eu tinha quando entrei em casa. Eu só queria que a noite nunca tivesse acabado.

"Você me fez sentir de novo o que eu já não sentia mais..." 

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Não se pode confiar nos olhos quando a imaginação está fora de foco.

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