Falei tanto de você e com você, que o corretor ortográfico do meu celular aprendeu seu nome. Não só aprendeu, como no meio de cada frase fazia questão de piscá-lo na lateral como um recado do meu coração. Você passou a estar cada vez mais presente nas minhas conversas e nos meus textos, mesmo quando eu queria afastar aquela lembrança. Meu corretor ortográfico aprendeu aquele meu jeitinho de conversar contigo, e toda aquela lista de apelidos seus, e insistia em sugerir aquelas expressões carinhosas que eu só usava com você, cada vez que eu tentava conversar com alguém. Insistia em me fazer lembrar das nossas longas conversas e de como a gente se dava bem; em me lembrar como era bom te inventar apelidos carinhosos. Meu jeito aprendeu seu jeito, e eu me moldei baseada nele. Aprendi o jeitinho de te acordar de manhã, o lugarzinho que te arrepiava, o toque que te fazia gemer. Não só aprendi como tomei pra mim todas aquelas manias e fiz meus todos os seus caprichos. Meu corpo aprendeu o seu, e insistia em rejeitar quaisquer outras curvas que não fossem as suas, quaisquer outros olhos que não tivessem aquele seu brilho único. E agora o corretor ortográfico da minha vida insiste em converter tudo em você.

2 COMENTÁRIOS:

Não se pode confiar nos olhos quando a imaginação está fora de foco.

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