Enquanto eu me envolvia com ele, gradualmente abandonei todas as opções, todos os outros sentimentos, todas as possíveis saídas de emergência. Quando me dei por conta, ele havia mantido, e talvez até aumentado, a lista telefônica e o contato com as outras, e eu, cada vez mais isolada e presa a ele. Eu deixei de conhecer pessoas pra ficar ao lado dele enquanto ele deixou de ficar ao meu lado pra tantas outras coisas, pra quaisquer outras coisas.
Eu não me arrependo. Ficar com ele me dava boas sensações e mexia muito comigo. Sempre preferi qualquer situação que pudesse realmente mexer comigo. E beijar desconhecidos ou sair a procura de tais raramente fazia eu me sentir assim. Só que agora era aquele momento difícil de recomeçar. Ele se foi de vez, então eu pensava que ter uma opção ou um ponto de partida pudesse tornar tudo um pouco mais fácil. Mas eu não tenho nada, não tenho ninguém, e não consigo deixar de remoer ter me doado tanto pra alguém que tanto me doeu. Ser tão de alguém que nunca foi meu. Fico remoendo como eu fiz questão de juntar cada pedacinho meu pra me entregar inteira, enquanto ele se dividia e diminuia cada vez mais o que podia me oferecer. Eu quis ficar com ele, só com ele; em algum momento cheguei a acreditar que essa história pudesse dar certo. Quis tanto que desse. Mas não deu. E de novo estou nesse momento difícil de reinventar a minha vida. De novo completamente sozinha, e é sempre tão triste começar do zero. Tenho medo de nunca mais conseguir me entregar assim, de nunca mais me sentir tão a vontade na companhia de alguém. Tenho medo dessa solidão e desse vazio de sentimento que vive dentro de mim. Será que algum dia vou encontrar uma magia que possa durar?

"E agora, pra quem eu vou falar de amor?" 


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Não se pode confiar nos olhos quando a imaginação está fora de foco.

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