Dor de cotovelo (?)

Não me interessava mais quem ele era agora. Me interessava o que ele não foi quando estava comigo.
Ele estava usando aquele moletom despojado que eu sempre quis que ele usasse e nunca era atendida. Nos pés tinha aquele sapatênis com o qual eu quis presenteá-lo e ele rejeitou. Não me interessa o porque e nem a impressão que ele vai causar, interessa a mágoa que eu sentia ao me esforçar para vê-lo assim e ele se negando. 
Agora ele era tudo que eu quis que ele fosse quando estava do meu lado, e faz tudo o que me negou durante os longos anos de relacionamento. Me magoou tanto só pelo prazer de se opor a mim. Agora ele vai a todos os lugares que eu abri mão de ir porque ele não gostava, vive todos os sonhos que ele roubou de mim.
Por mais que o amor tenha chegado ao fim, e tudo se anulado, as mágoas e os traumas nunca poderão ser apagados de dentro do meu peito.
Dor de cotovelo? Tanto faz. Chamo de ódio. Ódio por ter me anulado e perdido tantos anos da minha vida. E por ter me torturado tanto em nome de nada.

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Não se pode confiar nos olhos quando a imaginação está fora de foco.

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