Era tudo estranho, confuso, uma história de filme que nunca acabava. Eu me sentia estranha. Alheia a tudo e ao mesmo tempo tão afetada. Uma vida que não era minha, amigos que não eram meus. Um ex que não era ex que nem sei o que era barrando minha entrada na vida social. Intrigas, falsidade. E eu? Nem sei de que lado estava. Havia algum lado para estar?
Era tudo tão imcompreensível. O que eu sentia, o que eu vivia, o que era real?
Eu vestia os meus sorrisos e as minhas palavras doces, e fingia que tudo estava bem. Eu engolia as segundas intenções como se elas não existissem, e o ódio como se ele nunca tivesse estado presente.
Eu estava sozinha. Assustada. Perdida. E saía desfilando a minha alegria e dando as mãos a gente que nem conhecia. Fingia conhecer, fingiam me conhecer, fingíamos nos amar.
Absorvia todas as provocações como um airbag, e sorria, inabalável. Sutilmente devolvia mostrando que eu estava bem.
Mas, sabe, por dentro ia tudo se destruindo, tudo caindo, tudo sendo corroído por essa avalanche de sentimentos. Eu ia ficando cada vez mais frágil e mais amedrontada. E mais e mais insegura.
Talvez estivesse apenas descobrindo que não tinha aprendido ainda a viver. Mas era tudo tão confuso; tudo tão solitário.
Talvez eu estivesse entrado numa guerra sem saber. E estava em cima do muro.
E estava sozinha.
E tudo só girava e girava e girava.

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Não se pode confiar nos olhos quando a imaginação está fora de foco.

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