Eu não vou negar que me apaixonei. Não vou negar que por um longo tempo eu amava ver aquele rosto e aquele sorriso torto. Eu não vou dizer que não me iludi com os momentos "mágicos".
Mas hoje eu posso ver tudo claramente, sem a nuvem da paixão. Posso enxergar todo o mal que ele me fez, todo o veneno que ele, lentamente, inoculou em mim. E pra ser sincera, sinto ânsias de vômito ao lembrar do rosto dele. O meu estômago é bem sensível, às vezes chego a acreditar que os sentimentos se concentram lá. Ele se retorce e me tortura, me enoja quando lembro dele. É horrível a maneira como me revira tudo por dentro enquanto as cenas insistem em, involuntariamente, ficar repassando na minha memória.
Tenho nojo do beijo, do cheiro, do suor. Nojo do olhar, das palavras, do toque. Eu tenho muito nojo da pessoa que ele é, porque ele sempre esteve podre por dentro e eu não percebi. Tenho nojo das coisas que permiti que ele me fizesse, como eu pude ser tão doce enquanto ele era tão cruel?
Paguei muito caro pela minha ingenuidade, vi a  vida cobrar caro pelo meu tempo perdido, pela bolha que vivi por tanto tempo.
Eu não vou negar que tem sido difícil; Esse misto de raiva e frustação tem me adoecido tanto. Mas também não nego que estou melhor agora do que por tanto tempo ao lado de gente sorrateira e egoísta.

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Não se pode confiar nos olhos quando a imaginação está fora de foco.

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