O barulhinho da panela de pressão, com cheiro de casa de mamãe, me trouxe uma sensação ruim de que nada nunca mais vai ser como antes.
De que as minhas lembranças, de agora em diante, são só minhas; sem carinho de ninguém dentro delas. Lembranças com cheiro de solidão. 
Mas eu gosto do cheiro da panela, do barulho da pressão; acho que, no fundo, me conforta. Porque eu fecho os olhos e finjo que o tempo parou há muitos anos atrás. Eu posso fingir que nada mudou...
Até ter que abrir os olhos.

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Não se pode confiar nos olhos quando a imaginação está fora de foco.

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