Uma ressaca que pesava toneladas, como se eu tivesse bebido durante toda a noite, e usado todo e qualquer tipo de ácido que destruísse meu corpo. Uma ressaca doída que embaralhava meus pensamentos e resgatava dores já um pouco adormecidas pelo turbilhão de outras dores.
Mas não era fruto de qualquer bebida ou ácido, ou de qualquer farra que tenha durado mais que o planejado.
Não era fruto de música alta, falta de sono, e nem de atitudes não planejadas.
Era uma ressaca moral solitária. Uma ressaca vazia de histórias.
Uma ressaca da dor, da mágoa, do ódio, da frustração, e de todos os sentimentos destrutivos que eu tenho permitido me fazer morada.
A ressaca da explosão de todos esses sentimentos de uma vez só.
Era só mais um vazio daqueles doloridos. Já estou quase acostumada com eles.
Era só mais um sinal de que o fundo do poço tem estado cada vez mais perto.

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Não se pode confiar nos olhos quando a imaginação está fora de foco.

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