Te vi de relance; seu rosto sério e já tão maduro agora. Fechei os olhos e deu saudade de você... Do seu sorriso moleque e seu jeito bobo de me fazer rir. Das suas mãos tremendo, dos seus olhos brilhando... Saudade de como você sempre sabia a hora certa de me abraçar, dos chocolates todas as manhãs, das histórias longas, das tardes inteiras do seu lado... Da ingenuidade e de como a gente se encaixava no ombro um do outro.
A chuva, e a imagem na minha cabeça. Os cabelos molhados, o cheiro doce, o beijo frio...
Saudade do biquinho que você fazia quando eu começava a falar besteira... Da sua paciência, do seu carinho... Da sua voz e do seu riso alto, das suas piadas sem graça e do seu medo de me perder.
Saudade das madrugadas fugindo por aí... Do frio, da blusa, do toque.
A qualquer hora do dia ou da noite eu podia correr os dedos pelos seus cabelos macios, e você sempre fechava os olhos... A qualquer toque eu sentia seu arrepio... A qualquer olhar você derramava doçura sobre mim.
Abri os olhos e você tinha sumido na curva... E ficou aqui dentro a saudade de tudo que foi um dia e nunca mais será. Ficou aqui a falta do morno da sua boca, do cheiro da sua pele, do aperto do seu abraço. Da sensação de ter o seu olhar no meu...
Saudades de você...

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Não se pode confiar nos olhos quando a imaginação está fora de foco.

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