O fim


Cafés esfriam. Sentimentos também; Pouco a pouco nossas longas conversas deram lugar a pequenas lacunas aqui e ali. Silêncio. Na volta do dia, os emotions começaram a aparecer onde não cabiam mais palavras, e a tela do celular passou a se acender cada vez menos. Vazio. Cada vez com mais frequência não sei o que falar quando estamos a sós. Cada vez com mais frequência você se mantêm calado nos nossos encontros.
Não sei em que momento eu passei a buscar, ávida, por beijos apaixonados e encontrar, decepcionada, lábios unidos em um beijo fraternal, mas quando eu me dei conta já havia um abismo entre nós.
Com lágrimas nos olhos, tento te explicar o quanto tudo está fora do lugar e que não há futuro pra gente. Você me acusa de ser pessimista, e insiste em dizer que estava tudo perfeitamente bem até eu vomitar paranoias na nossa história. Quando tento 
ser racional, vocifera que deixei de amar você, que nunca estive satisfeita e que não sabe porque eu ainda não fui embora. Talvez seja difícil pra você assumir que nos perdemos. Talvez eu nunca tenha realmente segurado sua mão.
Quem sabe eu mesma não saiba porque ainda não fui embora.
Você sempre foi tão praticidade e eu toda romance, como pude ter acreditado que daria certo? Essa paixão agitou tudo e agora que a poeira baixou vejo todos os meus sonhos e anseios amordaçados por esse furacão.
A angústia desse fim percorre todo meu corpo. Será que estou preparada para deixar os destroços para trás?

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Não se pode confiar nos olhos quando a imaginação está fora de foco.

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