E as pessoas as vezes me perguntavam o porquê de eu escrever tanto. Por vezes meu pai perambulava de uma lado para o outro, incomodado com minha luta interminável com a caneta. Hoje me pergunto: porquê essa relação tão íntima com as letras? Não sei explicar.
Desde que aprendi a escrever nunca mais consegui parar. Cultivei um vício saudável de transcrever para meus textos aquilo que me brota por dentro, e nas voltas insistentes da caneta eu me sinto bem.
Confesso que pelas circunstâncias eu aprendi a me expressar melhor com as letras do que com a voz. E em terra de tanta tecnologia ainda me refugio naquele velho diário de páginas amarelas guardado com tanto cuidado na última gaveta. 
O dia hoje é um domingo atemporal. Com o sol brilhante entrando pela janela eu repouso tranquila no sofá, com o controle remoto na mão procuro por um canal tedioso qualquer pra servir de som ambiente para meus pensamentos. E eu escrevo sem pressa, pra me distrair. E ninguém no mundo pode me convencer de que isso não me dá prazer.

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Não se pode confiar nos olhos quando a imaginação está fora de foco.

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