Eu definitivamente não sei o que estou sentindo. Tem aquele vazio doentio, mas tem milhares de outras coisas malucas e doloridas pulsando aqui dentro. Seus olhos, sua voz, nada se encaixava. Meu coração calmo, minha pulsação normal, aquela ânsia em ir embora... Não fazia o mínimo sentido. Doía, mas era diferente. Eu sempre quis ficar, e eu dessa vez tudo que eu queria era partir. Me dói, sim, te ver me maltratar e me tratar com tanta dureza, mas é que não suporto frieza, seja lá de quem for. Eu sempre preciso de acolhimento, e você sempre havia sido uma direção. Mas essa dor me faz morada em qualquer circunstância, ela não é exclusivamente sua. E isso me intriga e me assusta. Me machuca ser ignorada por você, mas também machuca ser ignorada por aquele cara ridículo que conheci numa noite qualquer. 
Não sei o que estou sentindo, mas é muito louco te olhar como um cara qualquer. As lembranças, as histórias, o sentimento, tudo parece de uma outra vida, de uma outra história, de um outro alguém. Não é mais você. Talvez não seja mais eu também. Tanta coisa mudou. Eu vejo todas as histórias serem iguais, todos os sentimentos terminarem nesse vazio. Vejo todos os beijos deixarem de me enlouquecer, gradualmente, e todos os abraços deixarem de me aquecer. Vejo conversas, que antes duravam uma noite inteira, terminarem em sorrisos sem graça, numa música pra preencher o espaço. Estou cansada de ver a magia sempre acabar. Só queria algo que permanecesse.

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Não se pode confiar nos olhos quando a imaginação está fora de foco.

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