E daí? E daí se não era pra ser, se nunca mais vou te ver? As lembranças que eu tenho são eternas, e me dão a certeza de que tudo valeu muito a pena.
Vou sempre lembrar daquela noite em que a gente viu o sol nascer sentados na beira da estrada, comendo pão de queijo e rindo da vida como se nada mais importasse. Vou lembrar daqueles abraços apertados e do seu sorriso de lado me dizendo que gostava de mim mas tinha medo. Vou lembrar de como eu derreti quando você cantou aquela música e olhou nos meus olhos. De como tudo foi intenso e da maneira que parecia que a gente se conhecia há séculos, quando tinha apenas uma semana.
Quero sempre lembrar daquela noite linda em que tudo o que eu queria fazer era olhar pra você enquanto a música tocava. Quero lembrar da sensação, aquela que eu tinha medo de nunca mais conseguir sentir. Aquela de frio na barriga, de encantamento, que faz suspirar. E que eu senti quando te abracei.
E daí se eu me joguei, se perdi o juízo, se confiei em você? Fiz tudo que meu coração mandou que eu fizesse, e por quanto tempo tinha que durar, eu fui feliz. E daí se acabar de repente, se você simplesmente se afastar de mim? Os momentos que a gente viveu foram reais. O bem que você me fez foi real. E é disso que eu quero lembrar.
Quero lembrar das suas mensagens que tanto me fizeram rir sozinha, e daquela sua vontade de me ver o tempo todo. Porque isso não dava pra você fingir, eu vi, eu senti, eu vivi.
Quero lembrar dos beijos na escada, dos risos na madrugada, das ligações inesperadas. Dos seus olhos castanhos me desejando e da maneira que você me segurou. Do seu riso alto me mandando sair de perto de você e em seguida me puxando pra não me deixar ir.
De como a gente debochou tanto um do outro e riu das próprias besteiras.
E daí, e daí se foi tudo uma grande mentira? O meu sorriso era real.
Talvez eu esqueça o timbre da sua voz. Mas não o arrepio que eu senti quando falou no meu ouvido. Não do meu coração acelerado quando você cantou pra mim. Talvez eu esqueça a cor dos seus olhos. Mas não a maneira que me olhou. Não do brilho do seu olhar.
O que vale é o que eu senti, é o que eu vivi, e isso eu vou levar comigo pra sempre.
Quem você era de verdade? Não sei, mas e daí? Você era o cara que me fazia sempre sorrir.

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Não se pode confiar nos olhos quando a imaginação está fora de foco.

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