Mas é que eu sou assim. Nunca me contento. Sei que as coisas boas sempre acabam, mas é sempre tão difícil me despedir delas... Eu sabia que nos afastaríamos e me preparei pra esse momento, e ainda assim tentei te odiar por isso. Que se dane se o que vivi foi uma mentira, foi a mentira mais bonita que já vivi. Se fosse verdade não seria diferente, eu te veria partir, eu não posso te odiar por ter me feito sorrir.
Mas eu sou assim, sempre fico resmungando e procurando culpar alguém. Mas, ora, menino, a culpa é do tempo. E contra o tempo eu nunca vou poder lutar. Não posso tentar segurá-lo nas minhas mãos. De qualquer maneira a empolgação acabaria, a paixão esfriaria, os olhos se distanciariam. Eu nunca poderia sentir eternamente aquela sensação, por mais que tentássemos prolongá-la.
Então, se quer saber, não me arrependo. Não me arrependo de nada, e a sua intenção não me importa. O suspiro que dei e as lembranças que guardei, isso sim. Isso sim é o que fica, é o que me importa, é o que hoje me fez ter certeza que tenho que seguir em frente. A intensidade do que senti virou essa paz maravilhosa dentro de mim. Virou esse compasso lento e esse sorriso de canto. E eu vou ter saudades, gatinho; Vou ter saudades dos momentos que a gente viveu. Saudades da sua voz e do seu sorriso.
O que eu espero agora? Só espero que você tenha saudades também, que possa dar, de vez em quando, um desses suspiros profundos quando pensar em mim.
Agora sei que estou no caminho certo. Sei que é desses momentos que eu quero viver. É isso que eu quero buscar. Quero poder sempre ser tão intensa e no final permanecer só com a paz. E seguir em frente com o coração cheio de lembranças boas. E a minha estrada só está começando.

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Não se pode confiar nos olhos quando a imaginação está fora de foco.

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